Você está cheio de um mau atendimento e qualidade sonora discutível?

Venha gravar no PLAYREC!

O PlayRec Rio é um estúdio de médio porte com 24 canais em Pro Tools, com direção técnica de Flavio Goulart.

Temos preços realmente competitivos em relação ao custo-benefício. A qualidade do produto final é comprovada pelos nossos clientes, aliada a equipamentos modernos e digitais e mão-de-obra especializada, com pleno conhecimento das tecnologias atuais.

Tanto quanto a competência profissional, o PlayRec Rio tem um acolhimento simpático, onde você realmente se sente à vontade!

PlayRec:

tel/fax: (0xx21) 2221-8861

email: playrec@ethosbrasil.com

Além de seus próprios clientes, o PlayRec Rio recebe diariamente pessoas com trabalhos iniciados em outros estúdios para mixar ou masterizar, ou até mesmo terminar a gravação.

Para evitar os mais frequentes erros observados pela nossa equipe técnica, incluimos a seguir algumas dicas de gravação e mixagem para você. Além de nossa própria experiência no assunto, foram acrescentados textos de diversas fontes como manual da Digidesign, Macmania, Mix, EQ, Música & Tecnologia. Temos também um texto dedicado às mais recentes dúvidas em relação à pendenga "gravação digital x gravação analógica".

Cuidados ao preparar a fita para a Masterização

Atualmente existem duas maneiras profissionais de se enviar um material sonoro para a Masterização. Em fita Dat ou em CD. Outras opções como MD, Cassete ou outra mídia não são muito recomendáveis por causa da qualidade (caso da cassete) ou da resolução (caso do MD) não adequadas.

Se o material a ser enviado à Masterização for uma fita Dat, observe o que deve ser feito para não cair nos erros mais frequentes, que são:

Mixagem feita em 48 KHz, Time-Code quebrado, Início da primeira faixa logo nos primeiros segundos da Dat, Som clipado (distorcido), Mixagem tentando ser Masterização com o som permanecendo a maior parte do tempo muito próximo a 0 dB.

A mixagem correta na fita Dat deve ter as seguintes características:

- A primeira música deve começar somente aos 30 segundos do início da fita Dat. Nunca antes dos 20 e muito menos aos primeiros 5 segundos.

-Deve-se iniciar a gravação do time-code desde o início da fita (0 segundos) seguido do modo PAUSE no local do começo da gravação. Jamais se deve quebrar o time-code avançando sem ser em modo REC. Esse procedimento só se faz necessário durante a gravação da fita. Para escutar é claro que se pode avançar a fita em FF ou REW a partir de qualquer ponto.

- Ainda para evitar a quebra do time-code, como é praticamente impossível gravar toda a mixagem de uma só vezl, deixe sempre um pequeno espaço a mais (uns 3a 5 segundos) no final de cada música. Quando voltar a gravar, você deve iniciar a gravação antes daquele espaço. Desse modo o time-code vai continuar constante e não será rompido.

- A mixagem deve ser feita em 44,1 KHz e 16 bits que é o padrão do CD. Não adianta mixar em 48 Khz e 24 bits (ou qualquer outra resolução acima ou abaixo), sob pena de se ter que pagar pela conversão e ainda se perder um tempo precioso!

- Não tente "masterizar" a mixagem tentando manter a gravação muito próximo do 0dB. Você estará arriscando que a mixagem seja clipada (distorcida), às vezes até sem que o leitor acuse! Mantenha o nível o mais alto possível, mas dentro da margem de segurança convencional (leia o texto "Nível de Gravação Analógico x Digital", mais abaixo nesta página.

- O som da sua mixagem ficará distorcido se o 0 dB do seu aparelho Dat for ultrapassado!

 
Gravação Analógica x Gravação Digital

Essa é uma discussão acalorada que domina atualmente o circuito dos audiófilos em geral: engenheiros de som, técnicos de gravação, músicos, artistas, produtores.

A gravação Analógica já é uma velha senhora, talvez bisavó, já que começou a ser feita no início deste século.

Já a gravação Digital é apenas uma criança. É uma tecnologia recente de aproximadamente 10 anos.

Nesses 10 anos, o Digital evoluiu muito mais que o Análogo em seus quase 100 anos. E muito mais rápido também. Novas tecnologias são aperfeiçoadas e lançadas a cada semestre! Sinal dos tempos…

Entretanto, no início desse processo todo, as primeiras gravações digitais soavam um pouco magras e assépticas demais para os nossos ouvidos acostumados ao som do Vinil.

Em parte, os audiófilos tinham razão. A resolução da gravação feita em Digital era ainda muito inferior ao que se conseguia obter no Analógico.

Mas por outro lado existe um problema muito grave de cultura auditiva. A gravação Analógica, como o nome já diz, é uma analogia do verdadeiro som. Uma tentativa de se copiar esse som por intermédio de captações elétricas que transformam o som em sinal elétrico por meio de um microfone. Depois o sinal elétrico é novamente convertido em som para que possa ser ouvido através dos alto-falantes de uma caixa acústica.

Com o tempo, o espectro sonoro foi ampliado a níveis quase perfeitos. Só que a tecnologia que nos devolvia o som era muito primitiva. Era realizada por uma agulha que em contato direto com um disco de Vinil captava as vibrações elétricas contidas nos sulcos desse mesmo disco. Você se lembra disso?

O resultado era uma reprodução suja e cheia de chiados e barulhos de estática, causados pela poeira e pelo desgaste do material. Em discos de música clássica, só para citar um exemplo, costumava-se serem ouvidos, nas partes de dinâmica mais baixa, "plics e plocs" por vezes até mais alto do que a própria música! Completamente anti-natural!

Além desses problemas, a nossa cultura auditiva se desenvolveu habituada às pequenas distorções e saturações causadas pela tecnologia do Analógico.

A ausência dessas saturações no mundo Digital fez com que se criasse uma corrente de pensamento que alardea, desde então, que o Digital não tem aquela "quentura" do Analógico.

O que vociferam e reclamam esses profetas do Apocalipse do Analógico é na verdade a total ausência de uma espécie de som que não se escuta apenas se sente, que pairava sobre a gravação dando uma sensação de preenchimento. Aquela "aura" sonora nada mais era que o somatório dos harmônicos impuros das distorções do som real, que nada tinham a ver com a música real.

Com o Digital o silêncio volta a ser o que ele realmente é. Ausência total de qualquer ruído. Não há a menor necessidade de que o silêncio venha a ser preenchido. A não ser para os angustiados…

Mas foi realmente a partir do ano de 1997 que a distância que separava o digital do analógico praticamente se extinguiu. Com o lançamento do DVD e de placas de gravação de áudio mais modernas, os patamares de resolução foram aumentados. As gravações passaram a ter 96 KHz com 24 bits de resolução. Muito mais que os antigos 44,1 KHz / 16 bits do CD player doméstico. Infinitamente mais que os primitivos 22.050 KHz / 8 bits que ainda são encontrados na Internet por motivos de pouca velocidade dos modems domésticos.

Atualmente, o melhor resultado é obtido a partir da soma do Digital com o que de melhor pode ser aproveitado do Analógico. A Válvula!. A gravação Digital é "esquentada" pelas válvulas dos novos pré-amplificadores, que preservam alguns harmônicos (apenas os reais) que pudessem ser perdidos na conversão ao Digital.

No futuro próximo, com a troca dos CDs players caseiros pelo DVD, a gente não sentirá mais nenhuma saudade do som analógico. A não ser aqueles que preferem muito mais curtir "a pose Vintage" do que a verdadeiro objetivo do audiófilo: escutar Música!

Nível de Gravação Analógico x Digital

São equipamentos de gravação digitais: o DAT, o ADAT, as Audio Workstations, o MD, o DVD e a gravação feita diretamente no Hard Disk de um computador.

Num equipamento digital o nível de gravação deve ser feito sempre o mais alto possível. Audios digitais soam melhores dessa maneira. Esse procedimento garante ainda um perfeito equilíbrio da relação sinal/ruído e um melhor aproveitamento de todos os Bits envolvidos no processo. Quanto mais claro o som captado melhor a sua definição na palavra digital. Do contrário, é como se fosse utilizada uma lente embaçada para fazer a "fotografia" do som. O resultado seria evidentemente menos preciso.

Apesar disso, o som não deve exceder em hipótese alguma o limite de 0 dB, isto é, jamais deve tocar na parte vermelha dos LEDs digitais.

A distorção digital é muito diferente da distorção analógica. No ambito analógico alguns tipos de distorção são aceitáveis e até algumas vezes propositalmente desejáveis. Alguns picos no vermelho são perfeitamente normais numa gravação analógica.

Mas no mundo digital isto deve ser completamente evitado. Nenhum pico deve tocar no vermelho sob pena de causar distorções desagradáveis no som. Pequenas saturações são consideradas "quentes" no analógico. Mas na gravação digital a distorção ocasiona ruídos de estática desagradáveis.

Quanto mais alto o sinal gravado, respeitando o limite da distorção, maior será a fidelidade do som original e mais longe se estará dos chiados.

Mas no caso de alguns instrumentos muito ricos em frequências agudas, o mais alto nem sempre é igual a OdB. Isso se dá principalmente com percussão do tipo hihat (contratempo), pratos, flautas e guitarras na região mais aguda. Esses instrumentos produzem na gravação digital uma amplitude elétrica que excede os limites de saturação do gravador, causando uma distorção horrorosa, sem que o leitor (VU meter) aponte.

Se você for começar seu trabalho num estúdio e completar num outro, esteja atento para que esse deslize, infelizmente muito comum no nosso meio, não atrapalhe o resultado final de sua gravação. Muitos técnicos, especialmente os mais antigos que não procuram se renovar e resistem às novas tecnologias, mantêm o velho hábito de que a gravação deve ser feita com bastante massa na parte verde do Led e com vários picos rápidos no vermelho.

Na realidade, a gravação digital deve ser feita com bastante massa em torno de -12 a -18 dBs (repare que a maioria dos Dats têm um sinal ou um quadradinho em volta do -12 dB) e com picos até no máximo antes do 0 dB. De preferência deve se deixar uma pequena margem de "head room", em torno de -6 e -3 dB, para possíveis erros de avaliação. É preciso manter o sinal com bom nível e ao mesmo tempo evitar os clipes a qualquer custo!

A constância do audio na região de 12 a 18 dBs minimiza o ruído de fundo de sua gravação.

Dicas de Mixagem

Para fazer uma mixagem bem arejada, bem clara, cada frequência deve ocupar seu próprio e único espaço. Frequências iguais se anulam! Se o bumbo for muito proeminente, não irá deixar espaço suficiente para o baixo. Então aumente o ganho do baixo por volta de 800 a 1000 HZ para trazer um pouco de brilho e da palhetada. Essa região está fora da área sonora ocupada pelo bumbo. Assim os dois não vão se anular.

A bateria cobre praticamente todo o espectro sonoro numa mixagem. Ela vai do bumbo, frequência mais grave, aos pratos, mais agudos. Se houver necessidade de clarear a sonoridade do instrumento trazendo-o mais para a frente no mix, tente aumentar o ganho de suas frequências por volta de 1 a 3 Khz. Evidentemente não se deve fazer isso com todos os instrumentos do mix, achando que com isso todos vão melhorar. O que você vai conseguir é embolar todos eles outra vez.

Efeitos devem ser utilizados com parcimônia!

Exciters aplicados em excesso tendem a deixar o som ríspido, magro e agressivo. Na tentativa de clarear o som, o ouvido se aclimata rapidamente à cada aumento no efeito do exciter. Isso se transforma numa bola-de-neve e a tendência natural é de que se vá acrescentando cada vez mais efeito. Mas depois, com a orelha fria, iremos reparar no som metálico e cheio de médios-agudos e agudos. Excessos entre 1 a 8 Khz.

Compressores devem ser usados em canais separados para cada instrumento. Jamais no mix final. Além de matar alguns harmônicos, toda a dinâmica da música certamante ficará comprometida. A maioria das pessoas tem o hábito de comprimir o som até que elas realmentem ouçam o efeito levando ao indesejável "som amarrado". Tente usar a compressão até onde ela seja realmente necessária!

Resolução do Audio: Hz x Bits
Em Breve!

 

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